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Projeto do Cientista Aprendiz de alunos da 3ª série é publicado pela Revista Nanocell, referência na área científica

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Em 25 de junho de 2020

Os alunos da 3ª série do Ensino Médio Alexandre Yukio Takase e Guilherme de Arruda Camargo Capasso tiveram a sua pesquisa do Cientista Aprendiz, programa de pré-iniciação científica do Colégio Dante Alighieri, publicada na Nanocell, uma revista on-line composta por professores e doutores de universidades federais que tem como objetivo a divulgação científica. A matéria, intitulada “Efeitos da iluminação artificial nos seres humanos”, visa falar sobre o impacto que as luzes de LED, encontradas em lâmpadas e computadores, podem causar em nossa qualidade de vida, aumentando as dores de cabeça, mal-estar, problemas na retina e no ciclo circadiano.

Arquivo pessoal de Guilherme e Alexandre

A ideia surgiu depois de uma ligação da mãe do Guilherme: sua mãe dizia que tinha acabado de voltar de uma consulta ao oftalmologista e que uma das principais razões para enxaqueca de sua irmã era a fotofobia, ou seja, a sensibilidade à luz. A informação acendeu uma ideia ao jovem, que já buscava um tema em que se aprofundar no Cientista Aprendiz. Alexandre, seu colega de turma, concordou, e foi assim que eles chegaram ao estudo.

A orientadora da dupla, a professora Cristiane Tavolaro, entende que o projeto é importante porque quando as lâmpadas incandescentes surgiram, no século XIX, o espectro de luz que elas emitiam se aproximava ao do sol. Ou seja, como o ser humano estava acostumado com a luz do sol, a diferença não era tanta. A radiação emitia uma luz que era, predominantemente, verde, amarela, vermelha e um pouco de azul. O LED, no entanto, tem o predomínio da azul. Com a descoberta dele, no começo do século XXI, e o seu alto custo-benefício, a luz azul passou a ser mais presente em nossa rotina e nos nossos aparelhos.

“Qual é o problema da luz azul? A luz azul afeta significativamente o nosso ciclo circadiano e produz danos na nossa retina”, pontua a professora. Cristiane continua: “Esse trabalho tem muitas funções, em um primeiro momento eu enxergo que a importância dele é alertar as pessoas sobre o problema: a luz artificial está causando danos, e esses danos são cumulativos. Não vamos sentir agora, vamos sentir, talvez, daqui a uns 10, 20 anos. Ela está causando danos. Em segundo lugar: estamos buscando alternativas. Enquanto a indústria não consegue resolver esse problema, nós queremos fornecer uma solução, principalmente para aquelas pessoas que têm mais sensibilidade”. A orientadora da dupla explica que eles foram atrás de um filtro em parceria com pesquisadores do IEE (USP-SP) e encontraram um que consegue cortar uma parte da luz azul.

A professora também acredita que o assunto levanta debates e preocupação de especialistas. “Ainda não é a solução final (o que eles estão apresentando), é um paliativo, mas me parece que a preocupação é no sentido de alertar as pessoas sobre o problema.”

Os meninos se sentem orgulhosos pela publicação – e valorizados pelo tempo que dedicaram ao estudo, que está sendo realizado desde 2018. Guilherme divide o sentimento que ele e Alexandre têm pelo projeto: “acho que nosso trabalho pode trazer uma enorme conscientização sobre o assunto para a vida das pessoas. Isso pode fazer com que elas tomem medidas simples (como ativar o filtro de luz azul no celular quando for usar à noite), causando assim um efeito positivo (ou evitando um negativo) a longo prazo”.

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