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Alunos realizam passeios para aprender mais sobre os rios de São Paulo

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Em 10 de setembro de 2019
Rios Invisíveis 1

No dia 24 de agosto, sábado, os alunos do 7º ano do Ensino Fundamental participaram de um passeio especial organizado pelo Departamento de Geografia. O projeto, chamado “Um novo olhar sobre a metrópole paulistana: rios invisíveis”, teve como objetivo revisitar a história da urbanização da metrópole paulistana pela redescoberta da sua rede hidrográfica, com enfoque especial em seus rios invisíveis – os que foram canalizados, aterrados ou que tiveram seu tamanho e curso alterado, tornando-se assim personagens ocultos que vivem sufocados pelo abandono e pelo desconhecimento. “A atividade busca resgatar a memória desses rios pelo convite à reflexão dos alunos, que, reforçada pela indignação, fará com que eles não apenas imaginem como seria a cidade de São Paulo na hipótese de muitos de seus rios e córregos hoje encobertos voltarem, um dia, a compor a paisagem urbana mas também avaliem quais seriam as consequências dessa reintegração para o convívio social”, afirma a professora Márcia Saltini, coordenadora do Departamento de Geografia.

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Márcia conta que, antes do passeio, os alunos assistiram ao ilustre documentário “Entre Rios”, passando por uma sensibilização e introdução sobre o tema. No dia da atividade, a turma visitou o Córrego das Corujas, na Vila Madalena, para análise visual, observação e discussão sobre a qualidade da água, além de uma visita à horta comunitária local. Em seguida, os alunos foram para o Jardim Botânico, na zona sul da cidade. Ali se encontra uma das nascentes do rio Ipiranga, ainda limpa. Depois, os estudantes seguiram para o Parque da Independência, onde o mesmo rio já se encontra completamente poluído. “Fizemos uma comparação com a visita à nascente do rio Tietê, em Salesópolis, que fizemos no primeiro semestre. É difícil imaginar o rio Tietê despoluído, mas sua nascente é totalmente limpa”, explica a coordenadora.

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Uma questão de conscientização

“É importante destacar a presença de rios em nossa cidade, principalmente quando a questão da água no mundo se faz presente. Ao notarmos o quanto desprezamos esse recurso ao longo da história da cidade, fica mais evidente o papel de preservação da água que cada aluno deve exercer no seu cotidiano. Além disso, nota-se a ausência dos espaços de lazer que os rios poderiam ser caso fossem preservados”, comenta o professor de geografia Vinicius Carvalhaes. “Os alunos não sabiam que debaixo de grandes avenidas de São Paulo, como a 9 de Julho e a 23 de Maio, existem rios canalizados. A canalização de rios, retirada de mata ciliar e retificação dos leitos contribuíram muito para as enchentes frequentemente testemunhadas pela capital paulistana”, complementa Rubens Odilon Filho, também professor de geografia do Dante. Os dois acompanharam o grupo durante todo o passeio.

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Os alunos também não sabiam que no Parque Trianon, localizado bem em frente ao Colégio e muito frequentado por eles, há um rio canalizado. “Mostramos em sala de aula um vídeo sobre os córregos que passam perto do Dante, com destaque para o Saracura, que nasce muito próximo da avenida Paulista, voltado para o centro da cidade, e passa pelo parque”, explica Vinicius. “A reação foi de espanto! Eles não imaginavam que debaixo do asfalto pudesse correr um rio”, conta Rubens.

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Reflexão importante

Para concluir o projeto, os alunos terão duas atividades que, juntas, formam um trabalho final. Primeiro, terão de montar um quiz usando uma plataforma digital para averiguar os conhecimentos dos colegas a respeito dos rios de São Paulo. Depois, eles deverão propor, por meio de desenhos e imagens, alternativas para a recuperação de áreas cujos rios foram canalizados. “A ideia é forçar uma reflexão a respeito do papel real dos rios na vida das pessoas”, explica Rubens. “Pensamos em reunir os trabalhos depois e expor os desenhos e imagens próximo ao edifício Ruy Barbosa, para conscientizar também os colegas de outras turmas”, conclui Márcia.

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