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Professor e pesquisador da USP conversa com alunos sobre inteligência artificial

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Em 15 de maio de 2017

O Colégio Dante Alighieri recebeu, na tarde de 5 de maio, o professor e pesquisador Roberto Hirata, docente do Departamento de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo. Roberto, que tem licenciatura em matemática e é graduado em física, dedicou mestrado, doutorado e pós-doutorado a estudos relacionados às ciências da computação, com temas incluindo inteligência artificial, principal assunto abordado com os alunos do NIDe (Núcleo Interdisciplinar de Desenvolvimento).

Na abertura do encontro, a coordenadora-geral de Tecnologia, professora Valdenice Minatel, agradeceu a presença do professor e resumiu a importância desse tipo de atividade. “Nós quisemos propiciar uma atividade diferenciada, trazendo um especialista para falar sobre inteligência artificial, um tema muito atual. É um orgulho tê-los aqui trabalhando esse tema tão importante”, disse.

A coordenadora-geral pedagógica, professora Sandra Tonidandel, comentou a respeito da importância do debate sobre inteligência artificial, fazendo uma analogia com o momento da chegada e da popularização do uso da internet. “O que vocês estão vendo e vivendo hoje, em termos de inteligência artificial, tem o tipo de impacto que testemunhamos com a chegada da internet ao Brasil. Vocês estão começando a vivenciar grandes mudanças, e também são vocês que tornarão essa evolução possível de forma ética. É um momento muito importante”, afirmou.

Em um exercício de imaginação, Roberto iniciou sua exposição falando da relação entre a inteligência artificial e o universo, e sobre como esse tema tem a ver com as buscas da humanidade por uma mudança no mundo. “No início do século XX, por exemplo, já tínhamos pessoas descobrindo novas ferramentas matemáticas enquanto buscavam mudar a sociedade. Com isso, foram surgindo novos tipos de motores, rádio, televisão: diversos aparatos que começaram surgindo na cabeça dos cientistas. Havia muita vontade de mudar, mas também muita preocupação com o que acontecia naquela época, que foi um período conturbado, de guerra”, disse.

Falando do desenvolvimento de novas tecnologias, o professor também mencionou a rápida evolução dos computadores, que, se na década de 1990 e início dos anos 2000 eram comercializados a preços relativamente altos e com certas limitações, nos dias de hoje apresentam preços bem mais acessíveis e melhores, facilitando ainda mais o desenvolvimento de novas tecnologias. “Com isso, temos cada vez mais dados que podem ser usados para pesquisa e desenvolvimento. Podemos fazer muita coisa com eles”, disse, antes de apresentar vídeos gravados por seus alunos durante a realização de experimentos, nos quais usam o celular e algumas de suas ferramentas integradas, como o acelerômetro. Em seguida, o professor partiu para a conclusão do encontro, abordando exemplos do uso de inteligência artificial no dia a dia.

O acelerômetro, mecanismo citado pelo professor Roberto, foi componente fundamental em um dos muitos projetos desenvolvidos pelas equipes de robótica do Dante: em 2013, o Grupo de Estudos Experimentais em Tecnologia (GEETec) desenvolveu um aplicativo chamado “freeWalker”, destinado a ajudar idosos que sofrem quedas. Por meio do acelerômetro, os celulares detectavam possíveis tombos e, a partir disso, enviavam uma mensagem perguntando se o usuário estava bem. Em caso de resposta negativa (ou se não houvesse resposta dentro de 30 segundos), uma mensagem com a localização da pessoa seria enviada para uma lista de telefones pré-configurados, facilitando o encontro e o resgate do idoso.

O aplicativo desenvolvido pelos dantianos conquistou, em 2013, o prêmio “Solução Inovadora” na etapa nacional da FLL Brasil (First Lego League), maior competição de robótica do país. Em dezembro de 2012, a equipe já havia conquistado o mesmo prêmio na etapa regional da FLL.

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