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Promotora de Justiça palestra sobre segurança de jovens em festas

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Em 12 de abril de 2019

Luciana Bergamo, promotora de Justiça da Infância e da Juventude do Estado de São Paulo, esteve no Dante em duas ocasiões para falar sobre a segurança de adolescentes em festas e reuniões entre amigos. A convite da professora Miriam Guimarães, supervisora do Programa de Educação Socioemocional, Luciana fez duas palestras no auditório Miro Noschese com o objetivo de conscientizar, informar e ensinar como prevenir o uso de substâncias psicoativas – lícitas ou não – pelos adolescentes. No dia 2 de abril, a palestra foi voltada para professores e funcionários. Já no dia 9, a conversa foi direcionada a pais de alunos do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio.

“Tomamos a iniciativa de alertar as famílias para algumas situações que nos vêm sendo reportadas a respeito do consumo de álcool por estudantes menores de idade, de diferentes colégios, em festas e momentos de lazer”, afirma a professora Valdenice Minatel M. de Cerqueira, diretora-geral pedagógica do Dante. “Algumas dessas festas contam com a participação de alunos da nossa escola, e estamos aqui hoje conversando sobre isso com o objetivo de salvar vidas. Afinal, o álcool é uma droga e ele não vem sozinho”, alertou a diretora. Apesar de o público-alvo inicial da ação ter sido as famílias de estudantes maiores, do 9º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, o Colégio decidiu integrar também os pais e responsáveis pelos alunos de 6º, 7º e 8º ano como uma ação preventiva. Valdenice explica que, embora o risco seja um pouco menor, manter as famílias atualizadas a respeito do assunto é importante para evitar situações indesejáveis nos anos que estão por vir.

“A Promotoria Pública do Estado de São Paulo está atenta a tudo isso e acredita que a prevenção é sempre a melhor medida. Em 2012, criamos o projeto ‘Balada Legal’ para evitar que eventos destinados ao público menor de idade tenham oferta de bebida alcoólica, o que é proibido por lei. Mas a gente não queria mais agir apenas remediando – ou seja, indo até a festa e interditando o evento. Nosso objetivo era fazer com que eles nem mesmo chegassem a acontecer”, contou Luciana. Ela explicou que festas para crianças e adolescentes são permitidas, desde que haja alvará judicial, além do alvará da prefeitura, certificando que o lugar é seguro e que não haverá oferta de álcool. Porém, eventos ilegais são promovidos nas redes sociais e até mesmo na porta ou nos arredores de vários colégios de São Paulo, além de haver festas particulares em casas.

“Mais recentemente, vimos até jovens comprando álcool para pequenas reuniões com os amigos, pedindo comida por aplicativos como Uber Eats e iFood e encomendando a bebida junto. E eles estavam fazendo isso na área social do prédio sem que os pais ficassem sabendo. Também há o uso de documento falso para entrar em casas noturnas”, relatou a promotora. Segundo Luciana, a prevenção tem de começar em casa, sendo a família a primeira responsável. Apesar disso, a união de diversos setores é fundamental para evitar que os jovens usem substâncias entorpecentes. “Ninguém faz nada sozinho. É importante alinhar a família, a escola, o governo e toda a sociedade. Temos que nos unir, trabalhar em rede, informar e orientar. Conscientizar sobre os perigos de frequentar espaços sem segurança nenhuma e de usar bebida alcoólica, que também é uma droga, por mais que seja lícita e socialmente aceita”, afirmou. “Vale lembrar também que lugar caro não é sinônimo de lugar seguro! Temos ocorrências sérias em casas noturnas de luxo, que cobram uma fortuna como entrada, e em bairros de classe alta”, alertou ela.

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