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Hall do Museu de História Natural do Dante é reformado

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Em 6 de março de 2020

Em janeiro de 2020, o Colégio Dante finalizou a reforma do hall de seu Museu de História Natural. O diretor financeiro do Colégio, João Ranieri, afirma que a mudança foi necessária para adequar visualmente o espaço ao que ele oferece, sendo este um lugar tão importante para o desenvolvimento pedagógico dos alunos. “O museu é tão importante que acabou se tornando um departamento do Colégio, algo único entre instituições de ensino no Brasil. Só o Dante tem uma estrutura como esta”, afirma.

Foi um longo processo de planejamento e trabalho que se iniciou em agosto de 2018 e foi dividido em três etapas – realizado por uma equipe de coordenação e produção multidisciplinar, composta por diversos departamentos do Colégio, além de empresas externas. A supervisora do museu, Ana Paula Fioretti, conta que a reestruturação do hall trouxe uma exposição permanente, chamada No Tempo do Gondwana. “Ela retrata a paisagem da fauna e flora do período pré-histórico brasileiro com ilustrações desenvolvidas a partir de estudos paleontológicos realizados por grupos de especialistas paleontólogos, biólogos, entre outros”, comenta.

Arte do hall de entrada do Museu de História Natural.

No Tempo de Gondwana

Idealizada pelo paleoartista Rodolfo Nogueira, graduado em desenho industrial pela Universidade Estadual Paulista, a arte feita no hall do Museu de História Natural do Dante tem o poder de traduzir dados complexos da ciência paleontológica em imagens de fácil compreensão.

A profissão de paleoartista une a arte à ciência e, de acordo com Rodolfo, esta é a única forma de reconstrução de animais extintos. “Dediquei 12 anos da minha vida reconstruindo diversos animais do período pré-histórico brasileiro. Nós temos acesso aos fósseis e, com isso, conseguimos enxergar a marca de origem e inserção de cada feixe muscular dos animais, o que nos permite compará-los aos atuais. Daí reconstruímos o esqueleto, para encontrar as dimensões do bicho, e a musculatura, para entender qual é o seu volume. É como uma escultura, mas feita digitalmente. Existem animais com mais de 60 milhões de polígonos – malhas digitais que nos permitem criá-los.”

O trabalho de Rodolfo para a exposição No Tempo de Gondwana foi especificamente voltado aos dinossauros brasileiros. Ele conta que, depois de alguns meses criando ideias, sugeriu que adesivos fossem usados nas paredes do hall, com desenhos 3D, em 360º e posicionados sob diferentes perspectivas, para que quando uma criança olhasse a parede pudesse ter a sensação de estar presente naquele espaço, enxergando os dinossauros em tamanho real.

Arte do hall de entrada do Museu de História Natural.

O paleoartista fez uma curadoria para selecionar quais animais seriam representados no hall, escolhendo ao menos um dinossauro emblemático de cada grupo brasileiro. “Durante seis meses me dediquei integralmente ao trabalho do museu, para tornar tudo o mais realista possível. A ambientação foi baseada na Era Mesozoica do Brasil, com os períodos Cretáceo e Triássico. Optamos por não representar o Jurássico, porque só temos um vertebrado brasileiro deste período. Já o Cretáceo no Brasil foi muito abundante e o Triássico foi muito importante porque representa o período em que os dinossauros surgiram no sul do país e ao norte da Argentina. É nesta região que se encontram os fósseis mais antigos dos dinossauros da América do Sul”, comenta.

A reforma oficial do hall do Museu de História Natural acabou, porém Rodolfo garante que haverá mais novidades até o meio do ano. O Colégio e o artista estão preparando uma produção interativa com realidade aumentada para os alunos, além de algumas esculturas físicas também.

Enquanto esperamos as próximas intervenções artísticas, o Museu de História Natural do Dante está aberto diariamente, sempre com um monitor especializado para instruir e tirar quaisquer dúvidas que possam surgir durante a visita. Não deixe de conhecer!

Arte do hall de entrada do Museu de História Natural.
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