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Eletiva de moda ensina lições para a vida

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Em 22 de novembro de 2019
os vestidos

Os alunos do Ensino Médio do Dante tiveram duas ofertas de eletivas relacionadas à moda em 2019: as aulas de “Desenho de Coleção de Moda”, com a professora Adriana D’Agostino, aconteceram no primeiro semestre e foram complementadas no segundo semestre com as aulas de “Confecção de Modelagem em Moda”, com a professora Valéria Leite. E o projeto final sugerido pela professora Valéria foi um tanto ou quanto inusitado: fazer roupas em papel. “A ideia veio da obra incrível da artista belga Isabelle de Borchgrave. Vi uma exposição dela na Europa, me apaixonei e quis apresentar para as alunas. Elas também gostaram, e então começamos a trabalhar tendo como inspiração os vestidos da Maria Antonieta e a moda do século XVIII”, conta a professora.

Detalhes em papel

No entanto, mais do que desenhar vestidos lindos, conhecer história da arte e da moda e estudar hábitos sociais da época e técnicas de corte e costura, as alunas também aprenderam importantes lições de amadurecimento que vão levar para a vida toda.

Pintando o papel

“A técnica em papel é desafiadora e, como eram vestidos muito volumosos, o papel pesava demais e a saia não se fixava. Fizemos um cós, mas não funcionou. Tentamos ainda outras alternativas, mas também não deu certo. Foi só quando utilizamos uma entretela de cortina que conseguimos fixar, na quarta tentativa”, explica a professora Valéria.

Estrutura para a saia

“Nesse processo, as meninas tiveram de aprender a trabalhar em equipe e ter persistência e resiliência. Foi um amadurecimento muito significativo, um ensinamento socioemocional”, comenta ela.

Os desenhos e projetos

A aluna Laura Pesaro Mazzucchi, da 1ª série B do Ensino Médio, participou do processo e concorda: “A maior lição que aprendi com essa experiência foi a ser paciente. Porque não adiantava nada ter pressa, nem desistir, já que precisávamos entregar o trabalho final. Não adiantava se desesperar… O jeito era continuar buscando soluções, aprendendo com os erros, até conseguir superar o problema. Melhoramos nossa autoconfiança também”, afirma ela.

Detalhe da renda feita em papel

“No fim, deu tudo certo e os vestidos ficaram lindíssimos. Sentimos orgulho do nosso trabalho, que significou ainda mais depois de toda essa jornada.”

Isabelle de Borchgrave, a inspiração para o projeto
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