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Departamento de Física promove palestra sobre buraco negro

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Em 27 de junho de 2019

No dia 7 de junho o professor de física e astrônomo Ednilson de Oliveira realizou uma palestra no Dante, aberta a alunos, pais e colaboradores, sobre a primeira imagem já feita de um buraco negro na história da humanidade, que foi divulgada recentemente. Formado em física pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e mestre em astrofísica pela Universidade de São Paulo (USP), Ednilson é professor de física e astronomia no Dante e no Colégio Santa Maria, foi professor assistente da UNIABC e chefe do Planetário de São Paulo. No Dante, ele também ministra um curso de observação noturna, realizado todas as quintas-feiras, das 18h30 às 20h na cobertura do edifício Michelangelo, que é gratuito e aberto a toda a comunidade escolar e oferece a oportunidade de observar planetas, estrelas, satélites e outros elementos em dois telescópios, além de aulas teóricas em sala de aula nos dias nublados. De volta à palestra, o professor começou explicando o que é, afinal, um buraco negro: “o buraco negro é a última etapa da vida de uma estrela. Depois de passar por diversos estágios, ela se transforma num corpo tão denso, com tanta massa em tão pouco espaço, que a gravidade desse objeto não permite que nada escape e ele suga tudo o que existe à sua volta. Nem mesmo a luz consegue escapar, e olha que até hoje nada que conhecemos superou a velocidade da luz, que é de 300 mil km por segundo”. O buraco negro da imagem divulgada pelos cientistas é um supermassivo, tem milhões de vezes a massa do nosso Sol e está localizado bem ao centro da Galáxia Messier 87, que fica a 53,5 milhões de anos-luz do planeta Terra. “Para vocês terem ideia, um ano-luz é o equivalente a 9,46 trilhões de quilômetros. Então a M87 está mesmo muito distante”, esclareceu Ednilson.

A M87 é estudada desde o lançamento do telescópio Hubble, em 1990, mas só agora foi possível ter tecnologia suficientemente avançada para captar imagens do buraco negro supermassivo, que é muito maior do que todo o nosso sistema solar. E, ao contrário do que muita gente pensa, a imagem do buraco negro que foi divulgada não é uma foto. “O buraco negro está longe demais da terra, é impossível tirar uma foto dele com os telescópios que temos. A imagem foi, então, composta por várias outras ‘imagens’ captadas por uma rede de radiotelescópios espalhados por todo o planeta, em um grande trabalho em equipe feito em parceria com vários observatórios, com coleta e análise de dados. A imagem descoberta casou perfeitamente com a imagem simulada teórica, comprovando que os cientistas estavam certos – e provando mais uma vez que Einstein estava certo, já que ele foi o primeiro a imaginar, teoricamente, uma figura muito semelhante à que foi descoberta. Isso é muito importante para o avanço da pesquisa, da ciência e da tecnologia mundiais. Foram coletados 5 petabytes de dados brutos, que foram processados durante dois anos por 200 cientistas em mais de 20 países, em um grande exemplo de cooperação internacional”, conta Ednilson, que fez questão de destacar também a liderança da jovem Katherine Bouman, cientista de computação de apenas 29 anos que foi responsável pelo desenvolvimento do algoritmo e da aplicação de machine learning usados no projeto. Ao final da palestra, o professor ainda respondeu várias perguntas da plateia e deu dicas para os alunos que pensam em seguir carreira na área, não apenas em física e astronomia – como também matemática, ciência da computação, tecnologia, análise de dados etc.

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