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O teatro na Idade Média

Na era medieval, dois lugares exerceram destacada função na vida do povo: as igrejas e as praças. O teatro existia nesses dois locais.No primeiro, representavam-se peças religiosas, versando sobre temas sagrados, extraídos da Bíblia ou de lendas piedosas.
Mas o teatro viu o seu público aumentar quando saiu dos templos e passou a ser apresentado nas praças; embora as peças tivessem sempre uma atmosfera religiosa, o tema era um pouco mais livre; chamavam-se peças "profanas".
Uma delas tinha o nome de "sottise" - palavra francesa que significa "tolice", "loucura". Todas os personagens fingiam ser loucos e diziam todas as verdades que desejavam falar, sem que fossem presos ou perseguidos, pois estavam, para todos os efeitos, "representando". Essas peças satíricas agradavam bastante o público. Nos papéis de loucos, os atores podiam dizer o que os espectadores não ousavam.
O teatro medieval floresceu sobretudo na França e começou com as representações sacras, organizadas pelo clero para difundir os episódios religiosos mais interessantes. Nesse teatro, destacamos: os dramas litúrgicos, os milagres, os mistérios, a "sotie".
Os dramas litúrgicos representavam-se após a Missa, nos dias das grandes festividades, tendo como tema principal as cenas do Natal, da Paixão ou da Ressurreição de Cristo. No século XII, os Milagres substituíram os dramas litúrgicos. Nessa nova forma, os versos dão lugar à prosa e o latim vê-se preterido pelo francês. Além disso, os autores já não eram apenas sacerdotes, mas leigos, e as representações passaram a ser realizadas no adro das igrejas, abandonando o interior dos templos.
Uma outra característica distingue os Milagres: enredos profanos,embora de significação ou fundo moral.
O teatro religioso da Idade Média atingiu o seu clímax no século XV, quando apareceram os Mistérios, apresentados nas praças. As cenas da história bíblica, assunto principal, viam-se intercaladas com episódios cômicos - as farsas - , o que evitava a monotonia dos espetáculos, geralmente muito longos.
O teatro da Idade da Idade Média refletia a atmosfera medieval,de cunho religioso.Nas igrejas ou nas praças, o povo assistia aos Mistérios, aos Milagres, às farsas, caracterizando-se como uma dramatização de fontes bíblicas. A própria "Divina Comédia", de Dante,foi uma obra poética com características de teatro, e marcada também pela visão das coisas divinas.
O teatro da Idade Moderna
O teatro da Idade Moderna teve nomes gloriosos: Shakespeare,Corneille, Molière e Racine.
Shakespeare escreveu, entre outras peças: "O Rei Lear", "O Mercador de Veneza", "Ricardo II", "Ricardo III", "Romeu e Julieta", "Hamlet","Otelo", "Júlio César", "Macbeth", "Antônio e Cleópatra". A tragédia de dois jovens apaixonados, Romeu e Julieta, comunica-nos até hoje o absurdo que representa a discórdia, o ódio entre os homens, que lutam cegamente uns contra os outros... e a visão do amor, que vê além de todas as diferenças aparentes e busca a unidade de coração.
A mesma força do amor, de ser capaz de unir, quando tudo parece conduzir à desunião, está presente na peça de Corneille "Le Cid".
Enquanto Corneille pintava os homens como deveriam ser - cumpridores de seu dever, heróicos, altruístas - Racine os descrevia bem mais humanos, com seus defeitos peculiares. São peças famosas de Racine:"Berenice", "Fedra", "Ifigênia". Com "O Mentiroso", Racine
contribuiu para o desenvolvimento da comédia, chegando mesmo a influenciar as obras de Molière.
O espírito satírico de Molière registrou para a posteridade o ambiente de sua época, com suas futilidades e seus defeitos, por meio de peças teatrais como: "Tartufo", "Don Juan", "O Burguês Fidalgo", "As Mulheres Sábias", "O Doente Imaginário", "As Preciosas Ridículas","Escola de Maridos", "Escola de Esposas".
Hoje, o público ainda ri do Burguês Fidalgo que, recebendo um título, quis se assemelhar aos membros da nobreza - e contratou professor de dança, de Filosofia, encomendou ao alfaiate uma roupa de fidalgo, etc. Mas isso foi uma realidade - aos burgueses ricos, em troca de dinheiro, os reis davam títulos, o que não impedia que eles continuassem sendo o
que sempre foram: burgueses.
Na França de Molière, as mulheres se reuniam em sociedades literárias, onde se portavam com refinada afetação. O autor criticou a superficialidade, as mulheres fúteis que desejavam aparentar um espírito intelectualizado; daí surgiu a sua comédia "As Mulheres Sábias".
referência: http://www.abn.com.br/arttheca11teatro.htm

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